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BRUTAL MUSIC MAGAZINE #3 Reportagem - MOONSPELL / REDLIZZARD; REVIEW / BIOGRAFIAS / NOTICIAS EUFOBIA / DOKUGA SYSTEMIK VIOLENCE / 800 GONDOMAR / VEINLESS / BULLET-PROOF / SOLITARY RITUAL / DEVANGELIC / INCURSED / BIZARRA LOCOMOTIVA e muito mais #entra aqui#

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 BRUTAL MUSIC MAGAZINE #3 Nov/Dez

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Entrevista exclusiva com Magnus Rosen
Entrevista exclusiva com Magnus Rosen

Entrevista com Magnus Rosen

(Exclusiva)

 

SdR –  Quando é que descobriram a paixão pela música? Como foi aquele dia em que lhe deu um clique e disse, vou ser músico

 Magnus: Quando eu era criança, minha mãe me avisava que ia ligar o rádio e tocava música clássica. Eu sempre parava o que estava a fazer para ouvir. Foi assim que a música me tocou quando eu era pequeno. Quando eu tinha mais ou menos 13 anos de idade, hard rock como Sweet, Deep Purple, Alice Cooper, Queen, Black Sabbath, Kiss, entre outros, estavam em ascenção. Meu sonho de tocar um instrumento então começou. Então eu e meus amigos de escola tínhamos o desejo de começar a aprender um instrumento e fazer uma banda de rock. Desde o começo, eu quis tocar baixo. O baixo foi minha primeira escolha e 38 anos depois, eu ainda toco baixo. Desde então, eu sabia o que queria fazer da vida.

 SdR – Ao fim de alguns anos como músics como define o seu percurso?

 Magnus: Eu tinha 14 anos quando comecei a tocar. Então quando eu tinha 15 anos, fizemos nosso primeiro espectáculo ao vivo na escola. Foi o início da minha carreira! E quando eu tinha 17 anos, consegui meu primeiro trabalho profissional como baixista em uma banda famosa de rock na Suécia. Eu não era melhor que outros baixistas, mas eu era um garoto feliz e adorava tocar baixo, então talvez tenha sido o fato de eu ser uma pessoa feliz e ao mesmo tempo um baixista que me fez conseguir o trabalho. O nome era Kungs Sune & Badrock. Era música dos anos 50, como Elvis.  Mesmo com meu sonho sendo tocar hard rock, essa era uma chance de ser profissional e aprender sobre o mercado. Depois vieram vários trabalhos, anos ao lado do Hammerfall e hoje em dia estou com os brasileiros do Shadowside.

Quando você tem a sorte de ter esse tipo de aventura, você também precisa manter os pés no chão para não ficar arrogante e achar que vale mais que outras pessoas. É fácil para as pessoas caírem nisso. Se você obtém muita publicidade e as pessoas adoram você, você precisa entender que não é uma pessoa melhor porque teve sorte na vida. Então eu sempre respeitei as pessoas e os fãs e sempre tirei um tempo para dar autógrafos e tirar fotos com as pessoas, talvez bater um papo e coisas assim. Eu sei que, sem os fãs, seríamos nada. Eu nunca esqueci disso!

 SdR – Entre tantos generos musicais, porque escolheu o Rock Alternativo?

 Magnus: O rock foi o tipo de música que fez a revolução musical e eu adorava a força desse estilo. E eu ainda adoro a força no Hard Rock e no Metal. Rock também se trata de um show e imagem. Para tocar bem esse tipo de música, você precisa ser um bom músico. E existem tantos bons músicos por aí, e que me inspiram até hoje.

 SdR – Em 1997 fez parte do HammerFall e durou 20 anos a sua presença. Diga-me como foi ser membro desta banda icone?

 Magnus: No começo, a banda era de garagem, como muitas outras bandas pequenas. Quando lançamos nosso primeiro álbum, era difícil imaginar que seríamos uma banda grande alguns anos depois. Mas a primeira turnê que fizemos 1 mês depois do lançamento do álbum foi uma turnê europeia. E não éramos melhores que outras bandas, mas tínhamos uma energia que era diferente. Quando entrávamos no palco, tínhamos todos tanta energia que corríamos pelo palco e agitávamos tanto que se tratava quase de vida e morte. A energia era do que todo mundo no mercado musical falava. Então com boas músicas e nossa energia, começamos a virar uma banda grande.

 SdR – O seu novo trabalho chama-se "The World Changes", que traz uma performance bem diferente daquela a que estamos habituados a velo sendo uma mescla de música erudita, jazz e música nórdica, como define este trabalho?

 Magnus: Para mim, música é música. É só um modo diferente, sentimentos diferentes que o tocam e alcançam. No meu mundo, uma mesa de comida com apenas um prato é pouco demais para mim. Eu gostaria de muitos pratos diferentes, com cores e cheiros diferentes. Depois de 38 anos com o baixo na mesa (risos), eu estava interessado em ver o que eu poderia fazer com a minha performance. Então comecei a desenvolver meu estilo de tocar em algo diferente. “The World Changes” é meu décimo álbum solo. E é um gostinho do meu país no norte deste mundo. É um sentimento de música folk, música clássica com raízes nos anos 1700 e 1800, misturado com performance virtuosa. Existem muitas formas de expressar a música, pesada ou suave, música se trata de sentimentos e a vida é cheia de sentimentos diferentes, bons ou ruins. Música é mágica, na minha opinião.

 Então, “The World Changes” é uma das belas cores que eu tenho a chance de expressar. O título “The World Changes” se trata das mudanças que são muito rápidas atualmente. Às vezes, fico meio preocupado com o que estamos fazendo com o nosso planeta e para onde estamos indo, ao mesmo tempo que há menos respeito entre nós humanos.

 Então é aviso para acordarmos!!! É hora de abrirmos os olhos e nos perguntarmos por que o mundo está assim. Se você buscar, você encontrará.

 SdR – Além da sua atual banda (Shadowside) e ter lançado este CD tem mais algum envolvimento na música neste momento ?

 Magnus: Estas são minhas prioriedades, a banda Shadowside e minha banda solo, “The World Changes”. Mas eu sempre faço projetos e às vezes gravo álbuns com outros músicos. É legal trabalhar com o que você ama. Eu também faço palestras, às vezes em outros países fora da Suécia. Fiz isso por mais de 15 anos. São sobre encontrar seus sonhos na vida, sobre ter visões e uma crença no futuro. E eu sempre uso minha vida musical como exemplo. E é claro que toco um pouco de baixo ao vivo nas palestras.

 SdR – O que é mais importante na música para si: compor, ensaiar, estar em espectáculos ou gravar em estúdio?

Magnus: Eu gravei cerca de 37 álbuns, mas adoro tocar ao vivo. Para mim, a música se trata do aqui e agora. Não dá pra falsificar sua performance. Um público consegue sentir quem tem a mágica na música.

Quando você grava, é outra coisa.

 Gravar um álbum de metal leva muito tempo. Você tenta tocar de forma tão perfeita que precisa gravar um instrumento de cada vez. Significa que um álbum de metal leva facilmente ao menos um mês ou mais para gravar, se você quiser gravá-lo bem.

 Eu também gosto de praticar com o meu baixo, eu faço isso a maior parte do tempo na minha cozinha com uma chavena de café. Eu ainda pratico 1 hora ou mais todos os dias. É uma história sem fim.

 SdR – Quais são os planos futuros? Podemos saber?

Magnus: Eu espero que a gente consiga um bom contrato com uma gravadora com a Shadowside. Acabamos de assinar com um management dos EUA e gravamos um álbum muito legal, assim como um ótimo videoclipe na Flórida, EUA. Então espero que o ano de 2017 venha com o lançamento e shows.

 SdR - Sua carreira dentro do heavy metal é extensa e Magnus já trabalhou em parceria com diversos artistas de renome, entre eles Tony Martin e Geoff Nicholls (Black Sabbath), Andy LaRocque (King Diamond), Mikky Dee (Motorhead), Jorn Lande (Masterplan), Anders Johansson (Yngwie Malmsteen), Wolf Hoffman e Jorg Fisher (Accept).  Que conselhos deixa aos mais novos que estão se iniciando?

Magnus: Eu sou muito grato por esses momentos em que eu toquei com esses ótimos músicos.

 Meu conselho para as pessoas mais jovens é o de primeiro demonstrar respeito a outros músicos, vocês estão na mesma equipe. Não falem mal dos seus amigos músicos. Se alguém for melhor do que você, seja inteligente e aprenda com ele ou ela. Seja positivo. Se você for negativo, você vai abrir as portas erradas. O jeito certo é ser legal e trabalhar duro. Se você odiar, você vai obter ódio de volta.

SdR -  Como definem/acham a cena de Música pesada no Brasil e em geral?

Magnus: Minha experiência é que o Heavy Metal é ótimo no Brasil, os fãs são muito bons. Mas eu acho que em todo o mundo precisamos de mais lugares onde tocar e ter mais espaço na mídia, como na TV, rádio e jornais. Precisamos espalhar a música por todos os lugares. Adoro tocar no Brasil e mal posso esperar pela próxima vez.

 SdR –Tem planeados alguns concertos por esse mundo, nomeadamente em Portugal?

Magnus: Espero que a gente toque com o Shadowside tanto no Brasil quanto em Portugal em 2017. E espero que a gente também toque na América do Sul, Canadá, Europa e abra o mercado asiático para a Shadowside.

 SdR – Conhecem alguma Banda de Rock/Metal Portuguesa?

 Magnus: Eu toquei algumas vezes em Portugal com o Hammerfall e foi muito legal. Adoraria conhecer bandas de Portugal.

 SdR – Para finalizar esta pequena entrevista queria a agradecer a sua disponibilidade e pedir se quer deixar uma mensagem final?

 Magnus: Em primeiro lugar, obrigado por esta entrevista. Aos fãs, eu digo, acreditem em si mesmos, reflitam sobre o que está acontecendo no mundo e questionem o motivo disso. Que o Metal permaneça forte e vejo vocês por aí. Para mais informações, acessem www.magnusrosen.com

 

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