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 BRUTAL MUSIC MAGAZINE #3 Nov/Dez

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Stress lançam música inédita dos anos oitenta
Stress lançam música inédita dos anos oitenta

Brasileiros Stress lançam música inédita dos anos oitenta, “Novos Sonhos”

 

O Roosevelt Bala, vocalista da banda Stress, divulgou uma música inédita do grupo, intitulada “Novos Sonhos”. A faixa havia sido gravada em demo tape no ano de 1987, mas nunca havia sido lançada anteriormente. O registro conta com Alex Xamba Cotta (Baixo), Alex Alexandre Scio Brandão (Guitarra), André Chamon (Bateria) e Roosevelt Bala (Vocal).

 

Biografia:

O Stress é uma banda de heavy metal de origem na região amazônica,mais especificamente de Belém-PA. É considerada a primeira banda de heavy metal do Brasil.

Hoje, o heavy metal é conhecido em todo o Brasil. Clips são exibidos diariamente nas TVs a cabo, o som pesado é transmitido sem discriminação através das ondas de rádio, as revistas abrem espaço para os novos lançamentos, as grandes bandas internacionais incluem nosso país em suas turnês para bater recordes de público, e a Internet mantém os fãs informados em tempo real, não deixando que novidade alguma fique em segredo.

Mas nem sem sempre foi assim. Houve um tempo em que nada disso existia.

Desde a gravação de Ronda das Horas, versão de Rock Around the Clock de Bill Haley & His Comets, cantada por Nora Ney em 1955, o rock passou a fazer parte do nosso cotidiano.

Esteve presente nos movimentos culturais da década de 1960, como a “Jovem Guarda”, que se inspirava nos The Beatles e The Rolling Stones, e a “Tropicália”, de cunho nacionalista e forte apelo ideológico.

Acompanhou as manifestações da contracultura, fazendo artistas como Raul Seixas sonharem com uma Sociedade Alternativa.

Foi a estrela do Festival de Woodstock, que, no auge da era hippie, serviu de palco para as performances de Janis Joplin e Jimi Hendrix, cujo experimentalismo psicodélico influenciou o trabalho de bandas como “Os Mutantes”.

E assim termina a década de 1960, período marcado pela diversidade cultural, onde o rock cresceu, se multiplicou e assumiu várias formas, subdividindo-se em diferentes estilos.

Mas a cena não estava completa. Nos anos seguintes, outros jovens com espírito crítico e contestador, não viveriam as experiências daquela geração, tendo delas conhecimento somente através de filmes e documentários, o que lhes dava a impressão de passado. Para eles, faltava alguma coisa que se identificasse com o seu temperamento e jeito de ser. Algo de novo estaria por vir.

Em 1974, quando o Brasil ainda vivia na ditadura militar, muitos jovens que acabavam de sair da puberdade eram criados em um ambiente conservador. Alguns deles sentiam-se reprimidos no dia-a-dia e buscavam um tipo de rock que os estimulasse e servisse de trilha sonora para expressarem sua revolta.

Os lançamentos dos discos de estréia de bandas como “Casa das Máquinas”, “O Terço”, “A Barca do Sol”, e do primeiro disco da Rita Lee com a “Tutti Frutti” indicavam a tendência para o rock and roll, o hard rock e o rock progressivo.

No panorama internacional, o que havia de mais pesado era o "heavy rock" tocado por grupos como “Led Zeppelin”, Deep Purple” e “Black Sabbath”. O “Kiss” tinha acabado de lançar o seu primeiro disco.

Bandas como “Motörhead”, “Saxon” e “Iron Maiden” nem existiam. O próprio termo “metal” ainda não havia sido associado ao heavy para designar o estilo musical.



Surgimento da banda

Tudo começou na cidade de Belém, capital do Estado do Pará, fundada no início do século XVII ao redor do Forte do Castelo, construído para defender a Região Norte do Brasil da invasão estrangeira. Situada na região amazônica, Belém sempre foi conhecida pelas suas frutas regionais, comidas indígenas, pela procissão do Círio de Nazaré e pela sua música tradicional: o Carimbó.

No início dos anos 1970, em Belém, havia pouca coisa para um roqueiro adolescente fazer nos fins de semana. As novidades do rock internacional chegavam no Brasil com um certo atraso. O acesso aos novos lançamentos em disco era um privilégio de poucos, e estes tinham dificuldade para se encontrar. Quando sabiam que havia mais alguém que gostava destas bandas, logo procuravam conhecê-lo para partilhar o prazer de ouvir e sentir a energia daquele som: alto, forte e contagiante, mas estranho para a maioria das pessoas.

Foi nesse clima que, em outubro de 1974, André Chamon foi convidado pelo paraense Wilson Silva e pelo carioca Pedro Lobão para formar uma banda de rock. Aceitou o convite e chamou seu amigo de infância, Leonardo Renda, para participar do projeto. Leonardo ofereceu a garagem de sua casa para os primeiros ensaios, cada um escolheu o seu instrumento e todos juntos aprenderam a tocar. Wilson e Pedro se revezavam na guitarra e baixo, o Leonardo resolveu tocar teclados e o André bateria. O bumbo da bateria era torto, parecia um pingo, e por este motivo o primeiro nome da banda foi “Pinngo D'água” - com dois ênes para ser diferente. Antes do final do ano, Pedro voltou para o Rio de Janeiro e Paulo Lima assumiu o baixo. Tiveram, ainda, um guitarrista chamado Adonay, que o pai proibiu de tocar.

Em 1975, Wilson ouviu Roosevelt Bala cantar uma música do “Led Zeppelin” na escola, e o convidou para ser o vocalista da banda. A partir daí, começaram a se apresentar em festinhas de adolescentes, onde o seu som pesado causava surpresa e um certo constrangimento no público, mais chegado a “Bee Gees”, “Donna Summer”, “Barry White” e demais ídolos da música disco. Foi uma época de muita diversão, o que contribuiu para criar um forte vínculo de amizade entre os membros da banda. Em 1977, com a entrada do guitarrista Pedro Valente, a banda passou a se chamar "Stress," e fez seu primeiro show com este nome em um tradicional teatro da cidade, chamado “São Cristóvão”. como se estivéssemos no espaço. Sem força da gravidade. Sem peso

O primeiro álbum: Stress

Motivados pelo grande sucesso alcançado em sua cidade natal, os integrantes da Stress viajam para o Rio de Janeiro, e hospedam-se em um único quarto de uma pequena pensão no bairro do Catete, para gravar o seu primeiro disco, de maneira independente, no menor espaço de tempo possível, pois as despesas, ao contrário do que previram, aumentavam a cada dia. Foi assim que, nos dias 3 e 4 de agosto de 1982, em apenas 16 horas, numa mesa de 8 canais, no Estúdio Sonoviso, a Stress grava aquele que seria o primeiro LP de heavy metal de uma banda brasileira. Mas foi necessária uma grande luta para registrar o peso em vinil. O técnico de som quase colocou tudo a perder. Queria a todo custo deixar o som limpo. Chegou a tentar enganar a banda, dizendo que não era necessário pedal de distorção, pois esta seria acrescentada na mixagem. Apesar dos poucos recursos existentes e da falta de preparo dos técnicos de estúdio no Brasil, que desconheciam este tipo de som, a Stress consegue impor o seu estilo.

Após a gravação, ainda em 1982, a Stress volta a Belém e monta uma superprodução para o lançamento do disco. O show acontece no "Estádio da Curuzu" (estádio do clube Paysandu) em novembro de 1982, onde tocam para o seu maior público, estimado em 20.000 pessoas.

No início de 1983, Pedro viaja para França, sendo substituído pelo guitarrista Paulo Gui. André retorna ao Rio de Janeiro, onde faz a divulgação do disco na Rádio Fluminense FM, que anuncia a Stress como “A banda de rock mais pesada do Brasil”, e executa a música “O Oráculo do Judas” e outras em sua programação.

Em abril de 1983, a Stress realiza o seu primeiro concerto no Rio de Janeiro, na casa de espetáculos Circo Voador. Ao chegarem ao local do show, os membros da Stress tiveram uma grande surpresa: a casa estava lotada e foram recebidos pelos fãs como se estivessem “estourados” na mídia. Não sabiam que a música “O Oráculo do Judas” havia entrado na programação da rádio Fluminense, e realmente não esperavam tal receptividade. Após a apresentação, o público invade o palco para pedir autógrafos, surpreendendo os produtores, que jamais haviam visto reação igual em qualquer outro show realizado naquele local. Em depoimento na época, André disse acreditar que o sucesso da Stress se devia ao fato de que seus membros faziam no palco aquilo que gostariam de assistir, e se identificavam com o seu público, porque viviam e sentiam como ele.

Alguns meses depois, a Stress voltaria a se apresentar no Circo Voador, desta vez sem o tecladista Leonardo Renda e, agora, com a entrada do guitarrista Serginho Barbosa no lugar do Paulo Gui.

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